Repatriações COVID-19: uma operação aeromédica histórica

A Brasil Vida Táxi Aéreo realizou cinco remoções delicadas em Puerto Montt, no Chile, repatriando pessoas expostas ao coronavírus aos seus respectivos países via UTI aérea

Um cruzeiro de luxo precisou ser pausado em Puerto Montt, no Chile, devido à possível exposição de turistas ao coronavírus e ao contexto vigente da pandemia no mundo. Por isso, alguns dos turistas que estavam a bordo precisaram ser repatriados aos seus respectivos países, utilizando transporte aeromédico.

Devido à necessidade de encontrar uma solução rápida para o problema, foram procuradas algumas empresas de UTI aérea ao redor do mundo para efetuar a operação, porém, haja vista a delicadeza e todos os possíveis imbróglios de um transporte como esse, a Brasil Vida, através da liderança de seu Diretor Internacional, James DeSouza, encarou o projeto com toda a
estrutura necessária para que ele fosse realizado com maestria. A empresa está há 16 anos no mercado atuando nas áreas de transporte aeromédico/UTI aérea, transporte de órgãos e executivo, efetuando importantes missões que cumprem o propósito principal da empresa: conduzir e salvar vidas.

Além de possuir a acreditação mundial da International Assistance Group, a empresa, cuja base principal é estrategicamente localizada no centro-oeste brasileiro, é a única brasileira homologada para voar para qualquer destino do mundo como UTI aérea, tendo construído, ao longo dos últimos anos, um reconhecimento internacional demasiadamente sólido, credível e real.

Pacientes e equipe da Brasil Vida em momentos antes de um dos voos. Foto: Equipe interna

Operação

Foram realizadas cinco operações – do final de março ao início de abril – em aeronaves devidamente configuradas com todo o aparato de UTI aérea, além da equipe preparada e portando todos os equipamentos de proteção individual (EPIs), dentre eles o macacão impermeável, óculos faceshield, máscara própria, luvas de procedimento dupla, botas impermeáveis etc., seguindo criteriosamente os protocolos brasileiros e internacionais da Organização Mundial de Saúde.

As operações de transporte dos pacientes e seus acompanhantes tiveram como destino a América do Norte e a Europa. A cada vez que chegavam em Puerto Montt, a aeronave, a tripulação e a equipe médica permaneciam dentro do aeroporto El Tepual, não deixando os perímetros do local. “Foram missões intensas, densas e cautelosas, que escancaram o extremo profissionalismo de toda a equipe. A honra por estarmos à frente, prestando um serviço essencial à sociedade e levando tranquilidade ao paciente e acompanhante, nos enche de força, de gratidão e de certeza da nossa trajetória”, afirmou o Coordenador Aeromédico da Brasil Vida, Ramon Mesquita.

Além disso, em virtude dos decretos do Chile por conta da pandemia do coronavírus, toda e qualquer operação, incluindo o serviço local de ambulância terrestre, só poderia ser feita na madrugada, entre meia-noite e seis da manhã, ou seja, no momento em que a cidade estivesse parada. Por conta do limite de tempo, só puderam ser realizadas até duas operações de remoção por dia. “Foram várias aeronaves e equipes no processo. Foi uma operação de altíssima complexidade, marcando a história do transporte aeromédico no mundo”, ressaltou o Diretor Internacional James DeSouza.

Mapa que ilustra a origem e o destino de cada operação. Créditos: Equipe Interna

Durante toda a operação, algumas fronteiras estavam sendo fechadas, fato que exigiu esforços de diplomacia internacional – ressaltando aos governos a importância do transporte, a cautela da logística e todas as peculiaridades das remoções para que tudo ocorresse da maneira certa,  trabalho que foi minuciosamente realizado pelo Diretor de Assuntos de Governo da Brasil Vida, Daniel Henrique.

Sucesso

Apesar de toda a delicadeza e logística com tantas restrições, desde o enfretamento de neblina durante o pouso e decolagem até questões burocráticas características da repatriação de pessoas, as cinco missões foram realizadas sem intercorrências, todas as questões foram solucionadas de forma ética e correta e, cada paciente, junto ao seu acompanhante, foi repatriado e seguiu para atendimento médico local.

Equipe durante preparo de equipamentos para a operação. Foto: equipe interna

“Nós chamamos essa operação de Repatriações COVID-19, pois são um marco para a história da nossa empresa e para o transporte aeromédico no mundo”, relatou James, salientando todos os esforços necessários devido à magnitude do trabalho. Houve muita emoção envolvida no processo. Equipe médica, tripulação e os administrativos que, de dentro da sede em Goiânia, cuidavam de detalhes para que nada saísse errado e para que juntos trabalhassem com um sentimento de união, força e excelência.

Todos choraram juntos, comemoraram juntos, aprenderam juntos. “Várias áreas, em alinhamento, contribuíram para essa gigantesca operação. Isso é a nossa essência”, enfatizou Arédio Júnior, Diretor Geral da Brasil Vida. Dóris Pontes, Gerente de Logística de Voo da empresa, ressaltou que a operação “Repatriações COVID-19” é como um divisor de águas. “Nunca esqueceremos o que vivemos nesses dias. “Enquanto muitos não têm a estrutura necessária, nós fomos lá e fizemos acontecer”, contou Dóris. O lema da Brasil Vida, “sempre prontos”, simboliza o sentimento latente que envolveu toda a operação, traduzindo a sede por salvar vidas sem fronteiras e com exímia propriedade.

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